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Câmara das Caldas quer bares da Foz do Arelho junto ao areal

Os bares da Foz do Arelho que estão na Avenida do Mar poderão ser deslocados para junto do areal a fim de que os seus clientes possam apreciar a praia, em vez dos tejadilhos dos carros ali estacionados. A Câmara das Caldas já definiu as linhas mestras de um projecto para o qual foi aberto concurso público que vai revitalizar toda aquela zona.

A área de intervenção cobre a frente marítima e lagunar da Foz do Arelho e prevê a criação de um passeio pedonal único ao longo da extensão da praia.
A frente marítima e lagunar da Foz do Arelho vai ter uma nova “cara”, com a requalificação da Avenida do Mar e a zona envolvente ao cais. Pelo menos é essa a intenção da autarquia que ali pretende avançar com um investimento que ascende aos cinco milhões de euros (caso para tal haja fundos comunitários).
Está agora a decorrer o concurso público para o projecto, no valor de 200 mil euros. Foram apresentadas 14 propostas, estando em curso a sua validação e apreciação por parte do júri, devendo esta estar concluída até 24 de Março.

Segue-se um período para apreciação, pronuncia e decisão de adjudicação do projecto, não avançando ainda a autarquia uma data concreta para o início da obra. No entanto, esta tem por objectivo que a mesma possa iniciar em 2016, se houver financiamento comunitário.
“Na Avenida do Mar sente-se a necessidade de devolver o espaço ao peão, retirando o tráfego automóvel da frente dos equipamentos previstos em POOC”, refere a memória descritiva do projecto, ao qual a Gazeta das Caldas teve acesso.

A ideia passa por criar uma zona de lazer em frente à praia, assim como a definição de zonas de praia e contemplação. Para que tal aconteça os proprietários dos bares ali existentes, deverão reposicioná-los ou construir novos equipamentos.

“Os equipamentos cujas licenças não permitam garantir áreas mínimas exigidas para funcionamento, poderão vir a ser ampliados, de acordo com apreciação da Agência Portuguesa do Ambiente, podendo ser, também, criadas novas concessões de praia”, refere o documento.
A zona do cais deverá constituir-se como um “pólo dinamizador do concelho”, em que, para além das funções lúdicas, também assegurará serviços de investigação e desenvolvimento da lagoa e do futuro eco-parque previsto para a antiga casa do guarda do parque de campismo. Trata-se de uma área que precisa de reestruturação urbana e, pelo facto da autarquia ali possuir vários edifícios degradados, é sugerido que estes devem ser “readaptados a uma nova dinâmica para esta área”.

A área da praça deverá assumir um lugar central, devendo ali se concentrar, de forma organizada, os quiosques, mariscadores e bancas de vendas de frutos secos. “A sua disposição em torno de um espaço central acentua o carácter de praça e promoverá a sua vivência”, refere o documento.
No centro da praça serão mantidas as árvores existentes e colocadas outras novas, para conferir ao espaço um “ambiente variado e com maior conforto climático”.

O projecto contempla ainda a remodelação de uma parte do Posto Marítimo para a integração de uma habitação para a Policia Marítima, ficando assim livre a actual habitação para ser requalificada e ganhar novas funções.

Será também criado um edifício de investigação e desenvolvimento da lagoa. Ali deverão ser concretizadas acções de defesa e promoção daquele património e das suas mais-valias sócio-económicas, de turismo, lazer, desporto e ambiental.

Os quiosques que agora existem na Avenida do Mar serão deslocados para a área do cais da Lagoa e naquela avenida será criado um Ponto Azul com biblioteca de praia, dando cumprimento às obrigatoriedades da Bandeira Azul.

O posto de turismo, localizado no cais, será requalificado e irá ter informação turística e dos saberes da lagoa, livros, folhetos ambientais, percursos e actividades do eco parque, entre outras.

Através desta intervenção, a autarquia pretende melhorar a qualidade dos espaços de utilização pública, minimizando o impacto da intervenção sobre os sistemas de maior sensibilidade paisagística, que “se deverá reflectir tanto ao nível da organização funcional do espaço, como das soluções construtivas e materiais a utilizar”, refere o caderno de encargos.

Também a defesa das pessoas e bens serão asseguradas com estas obras.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com
in www.gazetacaldas.com/47269/camara-das-caldas-quer-bares-da-foz-do-arelho-junto-ao-areal/

Publicado a 2015-06-11

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