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Óbidos contesta falta de explicações do INAG

Lagoa: Óbidos contesta falta de explicações do INAG

O presidente da Câmara de Óbidos, Telmo Faria, considerou hoje intolerável a falta de respostas do Instituto da Água (INAG) às preocupações manifestadas pela autarquia em relação à morte de peixes após o fecho da Lagoa Óbidos.

«É lamentável que o INAG não responda aos e-mail e questões que o município de Óbidos tem vindo a pôr», afirmou hoje Telmo Faria (PSD), considerando tratar-se de «uma situação intolerável que nós iremos reportar à tutela».

Telmo Faria falava durante uma visita à Lagoa de Óbidos onde, acompanhado de autarcas da freguesia do Vau e pescadores, se inteirou sobre o andamento dos trabalhos de abertura de um novo canal de ligação da lagoa ao mar.
A aberta, canal que liga a lagoa ao mar, foi quarta feira fechada na Foz do Arelho, no âmbito de uma intervenção tutelada pelo INAG e que prevê a abertura de um novo canal numa zona mais central da Lagoa.

O aparecimento de alguns peixes e bivalves mortos nas margens da lagoa, denunciados segunda feira pelos pescadores, levou a câmara a voltar a manifestar «a mais profunda preocupação» em relação à intervenção que a autarquia diz estar «a provocar uma elevada mortandade nas espécies marinhas, com elevados prejuízos ambientais e económicos».

A preocupação é partilhada por António Clemente, presidente da mesa da Assembleia da Associação de Pescadores e Mariscadores da Lagoa de Óbidos que contesta a oportunidade da intervenção.

«Vieram fazer esta intervenção na pior altura, porque é a época de desova dos bivalves», afirma António Clemente alertando que «se não entrar água do mar na lagoa, nos próximos dias, está em causa toda a campanha e até as próximas», por não haver renovação do berbigão e amêijoa morta.

Os pescadores apontam como causa para a morte dos peixes e bivalves a entrada de água doce na lagoa, através dos rios, sem renovação da água salgada e o aumento da temperatura da água.

Câmara e pescadores contestam ainda «os meios que estão a ser utilizados» que Telmo Faria considera tornarem o processo de abertura do canal «lento» e recorda que ter defendido na última reunião de acompanhamento da Lagoa (em março) a utilização de uma draga.

«Temos também algumas dúvidas sobre o local em que está a ser realizada a abertura deste canal», revela o autarca defendendo que a ligação ao mar deveria ser feita mais a norte, numa zona mais profunda e mais afastada de bancos de areia.

As preocupações da autarquia foram transmitidas por e-mail ao INAG a 22 de abril e reforçadas segunda feira.

Até ao final da manhã a autarquia não tinha recebido qualquer resposta.
A Lusa questionou o INAG sobre a data prevista para a abertura da ligação ao mar, mas não obteve resposta.

Diário Digital / Lusa in: diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=447347&page=0

Publicado a 2010-04-27

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